Shane Black fala sobre Arnold Schwarzenegger e reshoots de O Predador

Às vésperas do lançamento de O Predador nos cinemas, o diretor Shane Black deu uma entrevista para o site Yahoo! Movies UK na qual ele falou sobre vários aspectos do seu mais novo filme, incluindo os reshoots e a ausência do astro Arnold Schwarzenegger no longa.

Segundo Shane Black, o motivo que levou Arnold Schwarzenegger a recusar o papel em O Predador foi o fato de ser uma participação muito pequena.

Em 2016, Schwarzenegger disse ao site thearnoldfans.com que estava indo se encontrar com Black “para um almoço” para discutir a última sequência de seu filme de 1987, porém parece que não houve um acordo.

“Havia algumas ideias para incluir [Arnie em O Predador], principalmente no terceiro ato”, disse Black ao Yahoo Movies UK.

“E o estúdio queria, penso eu, algo mais novo, que não dependesse apenas do ressurgimento de Arnold, mas eles estavam abertos à ideia de ter ele em um papel menor.

Por mim estava tudo certo, mas isso gerou um problema, porque quando você liga para o Sr. Schwarzenegger você não deve dizer: ‘Ei, nós temos um papel menor para você se quiser’. Eu me senti envergonhado de dizer isso a ele.

A resposta dele foi: ‘Bem, se eu tivesse mais destaque, sim, mas o que você está sugerindo é que está criando uma coisa nova e me usando apenas para “abençoar” essa novidade. Olha, eu te desejo sorte, mas esse é um papel muito pequeno para mim’. ”

Como sabemos, segundo as primeiras versões do roteiro que surgiram na internet, Arnold teria uma pequena participação do final do filme, convidando os protagonistas e se juntarem a ele em um conflito contra os Predadores (certamente com direito ao famoso bordão “Get to the choppa!”).

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Nova imagem do elenco do Predador de Shane Black

O Yahoo! Movies UK também falou com Black sobre como O Predador mudou durante as diversas refilmagens e a representação de pessoas com problemas mentais no filme.

Segundo ele, quando foi chamado – junto com Fred Dekker – para criar uma nova história do Predador, a 20th Century Fox queria algo com um contexto novo e que usasse o Predador de forma apropriada, revigorando a franquia. Na época, a franquia Alien estava voltando com Ridley Scott e a ideia era fazer o mesmo com o Predador, mas Black e Dekker tiveram total liberdade para criar o seu roteiro que partiu da seguinte premissa: ‘desta vez, eles estão caçando um ao outro’.

“Eles se tornaram tão populares, depois de 30 anos você vê o Predador andando no Halloween ou em quadrinhos. Você tem máscaras nas lojas, imagens suas em camisetas, ele está em todo lugar.

No primeiro filme, você tinha a capacidade de assustar apenas revelando-o, agora você não pode mais assustar as pessoas apenas mostrando o rosto do Predador. É muito familiar. Mas o que você pode fazer é lembrar às pessoas porque elas deveriam ter medo desse rosto.

Em outras palavras, fazer o Predador nos levar de volta para onde estivemos primeiro filme, vendo o quão cruel, mortífero e misterioso ele era.”

Personagens removidos e o combate final

O terceiro ato de O Predador certamente foi o que teve mais mudanças, mas não foi apenas o final que foi refeito. Um dos antagonistas do filme, que seria interpretado por Edward James Olmos, também foi removido da história, deixando a vilania toda por conta de Sterling K. Brown.

Outra mudança, certamente a mais conhecida, foi a cena da Ark e a batalha final que iria acontecer durante o dia e depois foi mudada para a noite. Segundo Black, com as coisas acontecendo durante o dia, o resultado parecia “barato” e a 20th Century Fox autorizou a regravação das cenas, que acabou custando muito tempo e dinheiro.

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“Nós poderíamos ter encerrado o filme assim, honestamente, poderíamos, mas eu simplesmente não achava que iria funcionar tão bem. Felizmente, eu tenho que creditar a 20th Century Fox, pois a mudança para a noite saiu cara e foi trabalhosa, mas eles concordaram.”

E por fim, foi falado também sobre a escolha dos Loonies. Por que escolher um grupo de protagonistas com problemas mentais dessa vez?

“A nossa ideia era criar um grupo que fosse o oposto do grupo do primeiro filme, até certo ponto. No primeiro filme do Predador, eles eram muito bons, hiper-experientes, hiper-conscientes, poderosos super-soldados com grandes músculos e armas ridiculamente grandes.

E neste eu queria ter um grupo relacionável aos mais esquecidos, soldados mais marginalizados que eram muito bons no que faziam, mas esqueceram isso e precisavam ser lembrados. A ideia do desajustado, o cara menos provável para enfrentar o Predador. E isso se estendeu à criança, que também tinha problemas, que sofreu bullying na escola e não sabe como se relacionar com a sociedade, com a cientista misantrópica que está mais confortável trabalhando com animais do que com os seres humanos.

Aqueles que foram marginalizados muitas vezes têm mais para oferecer, eles só precisam ser lembrados do potencial que existe dentro deles, para evoluir para a sua capacidade total.

O Predador também teve essa evolução, mas talvez não de um modo bom.”

O Predador chega aos cinemas brasileiros nessa quinta-feira, 13 de setembro. Continue ligado no Central Pandora para saber mais sobre esse universo!