What Remains of Edith Finch – Conhecendo os fantasmas da família Finch

Se você gosta de histórias tensas e trágicas, essa análise é para você! No post de hoje vamos falar de What Remains of Edith Finch, um jogo indie lançado em abril de 2017 que foi desenvolvido pela Giant Sparrow e lançado para PC, PlayStation 4 e Xbox One.

No meio indie já está ficando relativamente comum vermos jogos onde devemos apenas caminhar e interagir com objetos de forma linear, revelando assim a história da trama. Se você já jogou títulos como Virginia, Firewatch e Dear Esther sabe bem do que eu estou falando. Este é um tipo de jogo que depende muito da história, já que o seu gameplay tem um modelo simples e praticamente desprovido de desafio.

E foi justamente a ideia inicial da trama que me levou a jogar What Remains of Edith Finch. Segundo a sinopse na loja da Epic, “What Remains of Edith Finch é uma coleção de contos estranhos sobre uma família na propriedade Washington. Como Edith, você vai explorar a gigantesca casa dos Finch, procurando por contos enquanto ela explora a história de sua família e tenta descobrir por que foi a única da família a ser deixada viva. Cada história que você encontra permite que você experimente a vida de um novo parente no dia de sua morte, com histórias que vão do passado distante ao dia presente.”

Com essa trama inicial entramos no mundo de What Remains of Edith Finch. Tudo começa no portão de entrada da propriedade. A jovem de 17 anos Edith Finch adentra a propriedade pulando a cerca e parte para a antiga residência da sua família em busca de respostas.

O ambiente inicial é muito diferente de tudo que está por vir. O primeiro contato que temos com a casa é no bosque à sua volta, um lugar belo e pacífico, do tipo que todo amante da natureza e tranquilidade gostaria de estar. Mas explorando um pouco você logo encontra um cartaz de procurado do irmão de Edith, que desapareceu ainda criança. Aí logo você nota que as coisas ali não são tão bonitas assim.

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Entrando na mansão descobrimos que os últimos moradores foram Edith, junto com a mãe e a avó, mas por algum motivo o local foi deixado às pressas e ninguém nunca mais retornou por anos. As portas dos quartos estão lacradas e, explorando um pouco, descobrimos que membros da família de Edith que já faleceram também têm os seus quartos mantidos no local. Mas então o que aconteceu com aquela família? Isso é o que descobriremos jogando What Remains of Edith Finch.

Tragédias ou maldição?

Quando Edith começa a explorar a casa, vamos descobrindo junto com ela a história da morte dos seus antepassados. A partir daí o roteiro toma um rumo sombrio, com passagens trágicas que misturam realidade com alucinações.

Ao encontrar relatos dos momentos finais de cada membro da família Finch, somos transportados para dentro dos acontecimentos, controlando os personagens em seus últimos minutos de vida.

Cada história tem as suas particularidades e diferentes jogabilidades. Na primeira delas controlamos diferentes animais enquanto a pessoa em questão está alucinando, outra é contada na forma de um quadrinho de terror com direito à narração e a trilha sonora de Halloween no fundo. Tem até um segmento que pode ser um desafio para alguns, onde controlamos um personagem de um lado da tela enquanto o mesmo trabalha em uma máquina de cortar peixe do outro.

Apesar das histórias serem contadas na forma de alegorias, elas são pesadas e tristes e podem incomodar algumas pessoas. O que também faz com que o jogo não seja recomendado para os mais novos.

Detalhes que fazem diferença

What Remains of Edith Finch tem um excelente trabalho de tradução para o português, o que ajuda muito na hora de entender as transcrições das falas e narração que aparecem em diferentes partes do cenário. Exceto em um momento do jogo, as legendas aparecem como elementos dos cenários de forma muito criativa, quebrando um pouco a monotonia de sempre ter que olhar para um lugar só.

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E por falar em olhar para um lugar só, apesar de não ter muito o que interagir, os ambientes da casa são repletos de detalhes que contam mais sobre os personagens e os eventos ocorridos. Então explore bastante porque, se você apenas for até os objetivos, poderá perder alguns detalhes interessantes!

Apesar do cenário ajudar muito, What Remains of Edith Finch tem gráficos belos, com bons efeitos de iluminação e detalhes que ajudam muito na imersão. E por falar em imersão, esse é um ponto chave do jogo. A história nos deixa intrigados, querendo entender o que está acontecendo, quais são as motivações daqueles personagens, e isso ajuda a deixar os momentos finais deles ainda mais chocantes.

A trilha sonora e efeitos de som também não deixam a desejar. Apesar de muitas vezes serem discretos, eles estão ali complementando a ambientação e dando suporte aos diálogos e narração, que são os que conduzem a história.

What Remains of Edith Finch é um jogo curto e com uma atmosfera sombria que vale a jogatina para quem gosta de histórias com um teor mais macabro e depressivo. Se você não se entedia com walking simulators, certamente vai gostar de descobrir mais sobre a família Finch e os seus fantasmas.

Informações Complementares

What Remains of Edith Finch pode causar Enjoo de movimento

Se você sofre com problemas de enjoo de movimento, alguns minutos de What Remains of Edith Finch podem ser o suficiente para que você comece a se sentir mal. Para contornar o problema, acesse o menu de opções pressionando Esc, vá em Controles e ligue a opção Retícula. Muitos jogadores conseguiram jogar sem problemas depois de alterar essa opção.

Jogo Complementar

Se você gostar muito da trama de What Remains of Edith Finch e quiser saber mais sobre o destino de um dos personagens, recomendamos o jogo The Unfinished Swan que foi lançado em 2012 para PlayStation 4, PlayStation 3, PlayStation Vita. Foi confirmado pelos desenvolvedores que o destino de um dos personagens (que é deixado aberto no jogo) é contado neste.